Feedback não é bronca elegante
Muita empresa só conversa quando o problema já explodiu. Feedback deveria gerar evolução, não tensão.
Essa semana recebi uma mensagem que parece simples.
“Preciso dar um feedback naquele colaborador.”
Mas quando a conversa continuou…
descobri que o feedback era sobre algo que já vinha acontecendo há quase 3 meses.
E talvez esse seja um dos maiores erros na gestão de pessoas.
Chamar correção atrasada de feedback.
Porque feedback não deveria ser um evento.
Deveria ser direção.
Quando a única conversa acontece depois do erro…
o que o colaborador escuta não é orientação.
É surpresa.
E surpresa quase nunca gera evolução.
Gera defesa.
Pensa numa academia.
Se o professor corrigisse sua postura só depois de 90 dias treinando errado…
provavelmente você já estaria frustrado.
Com empresa acontece igual.
Muitos líderes acompanham pouco.
Acumulam desconforto.
E depois despejam tudo numa reunião.
Resultado?
O colaborador sai pensando:
“Por que ninguém falou isso antes?”
E o líder sai pensando:
“Já falei mil vezes.”
Mas normalmente ele pensou mil vezes.
Falou poucas.
Feedback não é bronca elegante.
Não é uma reunião séria.
Não é apontar erro.
Feedback é diminuir distância entre onde a pessoa está e onde ela pode chegar.
Quanto menor o intervalo…
menor o desgaste.
Porque pessoas não evoluem quando sentem medo.
Elas evoluem quando entendem.
Empresas organizadas não esperam o problema crescer.
Elas ajustam antes.
Porque acompanhar não é vigiar.
É não deixar ninguém trabalhar perdido.
No fim…
o melhor feedback quase nunca é o mais duro.
É o mais rápido.
E talvez a pergunta não seja:
“Quem precisa receber feedback?”
Talvez seja:
“Quem está esperando ouvir algo e ninguém percebeu?”
Da leitura pra prática
Tudo isso parece simples no papel.
Difícil é fazer virar rotina do time. Foi pra essa parte que a gente construiu o Boardfy.
